“O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” Clarice Lispector

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

-Rebeldia?

Quero poder falar, gritar, rir, chorar enfim. Fazer de tudo sem passar pelo filtro da minha pessoa do dia a dia. Sem o espanto alheio. 
Quero criar meu eu. Desmoronar meus medos. Abrir meus mundos.
Quero ser um espanto. Uma surpresa. 
Quero ser minha personagem. A copia mais fiel de tudo que eu posso vir a ser.
Quero mostrar a todos sem medo. Tudo que eu sou capaz. Todas as formas que existem de ser simplesmente eu mesma.

Sei que muitas vezes nossas opiniões são excluídas. guardadas. adaptadas. desmembradas. reorganizadas. tudo para se adaptar ao olhar alheio.

Não quero. Não aceito. Não podemos aceitar. 
Mas devemos. Ahhh, como devemos...

Como olhar nos olhos daquele que lê e pensa e junta e...
Temos um nome. Uma honra... a zelar?
Pra que?

Admitir algo que somos forçados a ser e acabamos sendo? Isso é honra? Isso é ter um nome? Uma identidade a zelar? Muitos não aceitariam tamanha rebeldia... Talvez nem eu aceitaria...

Mas poxa vida.. Quero tanta coisa...

Piercing.
Várias tatoos.
Cabelos vermelhos.
Ser modelo.
Fuga.
Loucura.
Presente pra você.
Dinheiro.
Medicina.
Ajudar.
Segundo furo.
Casar.
Ser mãe.
Ser eu.
Felicidade.
Ter você.

-Rebeldia?

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